Agentes apreendem computador na sede do PT em SP, diz Polícia Federal

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Agentes da Polícia Federal (PF) apreenderam computador, documentos e material de arquivo na manhã desta quinta-feira (23) na sede do Diretório Nacional do PT, no Centro de São Paulo, na Operação Custo Brasil, desdobramento da 18ª fase da Operação Lava Jato.

Um perito da área de informática participou da busca e apreensão na sede do partido e apreendeu um HD, segundo a Polícia Federal.

Aproximadamente dez agentes do Grupo de Pronta Intervenção (GPI) fizeram a segurança na incursão à sede do PT. Eles usam roupas camufladas porque são considerados policiais de elite da Polícia Federal.

O G1 apurou que o presidente do PT, Rui Falcão, estava em Brasília durante a operação e deve vir a São Paulo ainda nesta manhã em viagem já programada anteriormente. O partido ainda não informou como vai se posicionar sobre a operação.

A operação cumpre 65 mandados judiciais em São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Distrito Federal. Do total de mandados nesta quinta, 11 são de prisão preventiva, 40 de busca e apreensão e 14  de condução coercitiva, quando a pessoa é levada a prestar depoimento.

A PF informou que o objetivo da operação é apurar o pagamento de propina referente a contratos de prestação de serviços de informática no valor de R$ 100 milhões, entre os anos de 2010 e 2015, a pessoas ligadas a funcionários e agentes públicos ligados ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG).

Os crimes investigados na operação são de tráfico de influência, corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com penas de 2 a 12 anos de prisão.

Na ação, o ex-ministro do Planejamento do governo Lula e das Comunicações no primeiro gestão Dilma, Paulo Bernardo, foi preso em Brasília. Ele é marido da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR). Carlos Gabas, ex-ministro da Previdência do governo Dilma, também foi alvo. Ele foi levado em condução coercitiva, que é quando a pessoa é obrigado a prestar depoimento na delegacia.

Outro mandado de condução coercitiva foi para o jornalista Leonardo Attuch, que administra o blog ‘Brasil 247’. Ele já havia aparecido nas investigação da Lava Jato como suspeito de ter recebido dinheiro por serviços não executados.

Do G1