CNJ abre sindicância para apurar denúncia de advogado contra desembargador em sessão em SC

Ministro João Otávio de Noronha, Corregedor Nacional de Justiça.FOTO: Gláucio Dettmar

O ministro João Otávio de Noronha, corregedor nacional do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), determinou nesta sexta-feira (4) a abertura de uma sindicância para a apurar a denúncia feita pelo advogado Felisberto Odilon Córdova de que o desembargador Eduardo Mattos Gallo Júnior cobrou propina de R$ 700 mil para julgar favoravelmente uma ação. A defesa do desembargador nega.

Noronha destacou que é preciso prudência na averiguação dos fatos, mas frisou que se for constatada irregularidade por parte do magistrado, o CNJ atuará para a devida punição.

Toda a confusão durante a sessão na 1ª Câmara de Direito Civil, na tarde de quinta (3), foi gravada por um celular, e o vídeo, divulgado nas redes sociais. Durante sua sustentação oral, o advogado Córdova, exaltado, afirmou que o julgamento era “comprado”.

“Eu estou fazendo uma denúncia. Esse cidadão foi abordado com uma proposta que veio do Rio de Janeiro, para receber R$ 500 mil, R$ 250 mil antes, R$ 250 mil depois, e o descarado [Gallo] chegou a mandar para o nosso escritório, que poderíamos cobrir isso por R$ 700 mil”.

O desembargador pediu ao juiz providências e a sessão foi interrompida. “Eu não vou admitir que um advogado me chame de vagabundo e Vossa Excelência não tome providências. Eu nunca passei por isso na minha vida, eu tenho 25 anos de magistratura. Eu requeiro a prisão do advogado”, disse o desembargador ao presidente da Câmara após a saída de Córdova.

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