Doria avança em tática por 2018 e faz Alckmin reagir

Nelson Almeida/AFP
Correligionários e aliados de Doria dizem reservadamente que ele precisa se movimentar para manter seu nome como opção caso Alckmin não “decole” (foto: Nelson Almeida/AFP)

São Paulo – A movimentação em campo aberto do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), para “nacionalizar” seu nome com vistas à eleição presidencial de 2018 provocou uma reação do grupo político do seu padrinho, o governador Geraldo Alckmin, que vê suas articulações serem obstruídas pelo afilhado.

Segundo aliados de Doria, que nega qualquer possibilidade de romper com Alckmin ou mesmo enfrentá-lo em prévias, o prefeito aposta na aproximação com partidos como PMDB, DEM e PRB como forma de pressionar o PSDB de fora para dentro. O tucano recebeu a sinalização dessas três legendas de que ele poderia concorrer por elas em 2018.

O prefeito, que teve agenda de candidato em Salvador nesta segunda-feira, 7, ao lado de ACM Neto (DEM), prefeito da capital baiana, vai intensificar ainda mais a rotina de viagens. Estão programadas nos próximos meses visitas ao Tocantins, ao Espírito Santo, a Rondônia e à Paraíba.

Correligionários e aliados de Doria dizem reservadamente que ele precisa se movimentar para manter seu nome como opção caso Alckmin não “decole”. O entorno de Doria reconhece que o prefeito, que está em seu primeiro mandato eletivo, não tem força na máquina partidária do PSDB e que boa parte da cúpula da sigla tem forte resistência ao seu nome.

Por isso, dizem, Doria constrói pontes com outros partidos, já que seu estilo não combina com a lentidão tucana em tomar decisões. “O Doria tem todo o direito de se movimentar nacionalmente. Acredito que é mais democrático o PSDB ter mais de uma opção para 2018”, disse o deputado estadual Fernando Capez, que está alinhado com o prefeito.

 

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