Justiça? Acusada de mandar matar médico vai a julgamento 15 anos depois

Shirley Araújo de Lima era companheira do psicanalista João Jorge Filho (Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi)
Shirley Araújo de Lima era companheira do psicanalista João Jorge Filho (Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi)

Shirley Araújo de Lima, acusada de mandar matar o psicanalista João Jorge Filho de 67 anos, assassinado na cidade de Canguaretama em meio de 2002, vai a júri popular nesta quarta-feira (20). O julgamento será presidido pela juíza Eliana Alves Marinho, a partir das 8h, no Fórum Miguel Seabra Fagundes, no bairro de Lagoa Nova, na Zona Sul de Natal.

Na versão de Shirley, ela foi a vítima. Teria sido sequestrada junto com o marido. Após a morte de João Jorge, Shirley teria sido encapuzada, jogada nua no porta malas do carro e ficado refém de Clodoaldo por dois dias. Com os braços presos, ela teria sido estuprada oito vezes e não teria visto o rosto do acusado. Na época, os filhos da vitima estranharam a versão de Shirley e começaram a investigar o caso.

O caseiro Clodoaldo Ribeiro foi preso na semana do crime, mas só foi condenado em 2015. Réu confesso, ele pegou 20 anos de prisão por homicídio qualificado. Já Shirley Araújo, nunca foi presa. Ela responde por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e porte de drogas.

Do Blog: Caso essa mulher estivesse presa desde o período do crime, que qualidade de justiça é esta que o Brasil está aplicando ao povo brasileiro. Caso essa mulher for inocente teria ficado por 15 anos presa injustamente, o que nada poderia trazer de volta o tempo que ficou presa. Por outro lado, caso seja condenada, e pegar 20 anos, ela teria que ir pra casa, ainda com prejuízos. Visto que haveria perdido os benefícios dados pela lei. Mas como ela estava em liberdade, aí é que não haverá a justiça. Pois os objetivos da lei seria punir com os objetivos de ressocializar  a criminosa. O que neste caso não acontecerá se a réu não tenha praticado nem um outro fato típico. Além do mais, por mais 5 anos, ela estaria livre da condenação. Já que o referido crime prescreve em 20 anos.

Não dá pra ver justiça em um julgamento dessa qualidade; já que a família ilutada passou todo esse tempo sem saber de fato, qual a verdade. Caso essa verdade apreça hoje. Isso quer dizer que um neto dessa vítima que na época do fato tivesse com 3 anos de idade, hoje com 18, não terá a percepção da justiça.

Brasil! Quando mudarás para o bem de seu povo?

João Jorge Filho de 67 anos, assassinado na cidade de Canguaretama em meio de 2002,  (Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi)
João Jorge Filho de 67 anos, assassinado na cidade de Canguaretama em meio de 2002, (Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi)

Fonte: https://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/no-rn-acusada-de-mandar-matar-medico-vai-a-julgamento-15-anos-depois.ghtml

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