Procuradoria denuncia 443 políticos por ‘farra das passagens’

O ministro Moreira Franco é um dos nomes que constam na denúncia apresentada na última sexta-feira (Valter Campanato/ABr/VEJA)
O ministro Moreira Franco é um dos nomes que constam na denúncia apresentada na última sexta-feira (Valter Campanato/ABr/VEJA)

A Procuradoria da República na 1ª Região denunciou 443 ex-deputados por uso indevido de dinheiro público  no caso que ficou conhecido como “farra das passagens”. Segundo o site Congresso em Foco, o crime atribuído a eles é de peculato, que prevê pena de dois a doze anos de prisão em caso de condenação.

Revelado em 2009, o esquema consistia em deputados e senadores que usavam recursos do Congresso para pagar passagens para amigos e familiares viajarem no Brasil e no exterior.

Entre os ex-parlamentares que constam na denúncia, apresentada na última sexta-feira, estão o atual secretário do Programa de Parcerias de Investimentos do governo Michel Temer, Moreira Franco, o prefeito reeleito de Salvador, ACM Neto (DEM) e o ex-ministro Ciro Gomes – pré-candidato do PDT à Presidência da República. Os ex-deputados Antonio Palocci (PT) e Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que estão presos no âmbito da Operação Lava Jato, também são alvos da Procuradoria.

Embora fosse presidente da Câmara na época em que o caso veio à tona, o presidente Michel Temer não está na denúncia, segundo o site.

Os ex-parlamentares se tornarão réus se a Justiça aceitar a denúncia. Segundo oCongresso em Foco, as acusações contra os ex-deputados estão distribuídas em 52 denúncias subscritas pelo procurador Elton Ghersel. Caberá ao relator, o desembargador Olindo Menezes, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região receber ou rejeitar a acusação do Ministério Público Federal.

Ao Congresso em Foco, os citados negaram irregularidades no uso das verbas da Câmara.

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