Sem polícia em hospital, preso cirurgiado abre algema e foge em Natal

Homem foi algemado em maca no Hospital Santa Catarina, mas conseguiu fugir (Foto: Cedida G1)

Mesmo algemado e com uma bolsa para recolhimento de fezes acoplada ao abdômem, um homem preso pela Polícia Civil conseguiu fugir do Hospital Santa Catarina, localizado na Zona Norte de Natal. O caso aconteceu nesta terça-feira (22). Segundo a direção do hospital, nenhum policial fazia guarda do preso na hora da fuga.

Josivan de Araújo Rocha, de 22 anos, deu entrada na unidade na última sexta-feira (18), baleado no abdómem. De acordo com a Delegacia de São Gonçalo do Amarante, ele sofreu um tiro em confronto com inimigos e foi socorrido para a unidade, onde passou por procedimentos de urgência, e foi transferido para o Hospital Walfredo Gurgel, na Zona Leste da capital. Apesar da transferência, ele voltou à unidade em seguida.

O homem passou por uma laparotomia – uma cirurgia para abrir o abdómem. Na terça-feira (22), ele estava internado na clínica cirúrgica, para onde são encaminhados os pacientes que estão se recuperando de operações. Ele estava com uma bolsa de colostomia acoplada à barriga. Esse material é usado para recolher as fezes, no caso de pacientes que estão passando por recuperação do intestino.

Ao saber que Josivan estava no hospital, a equipe da Delegacia de São Gonçalo do Amarante foi até lá e deu voz de prisão, em cumprimento a um mandado de prisão preventiva por homicídio. O homem foi algemado na maca, mas os policiais foram embora em seguida.

De acordo com a diretora do Hospital Santa Catarina, Maria José de Pontes, a fuga aconteceu no mesmo dia, por volta das 19h, durante a troca de plantões. Ao perceberam que o homem havia escapado, os funcionários encontraram a algema em um saco de lixo ao lado da maca e acionaram a polícia.

“Não tinha ninguém vigiando. Agora as policiais alegam que não têm efetivo e por isso algemam esses pacientes (presos) e vão embora”, relatou a diretora. “Bastou ele se recuperar um pouco e fugiu”, disse. Para ela, a situação coloca em risco profissionais e pacientes.

Do G1RN

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