Trump assumirá cargo com taxa de aprovação mais baixa entre presidentes recentes, diz pesquisa

Donald Trump vai assumir a presidência dos EUA na sexta-feira (20) com uma taxa de aprovação de apenas 40%, a menor entre os presidentes recentes e 44 pontos percentuais abaixo de Barack Obama. A pesquisa foi feita pela CNN/ORC e divulgada nesta terça-feira (17).

O futuro presidente dos EUA, Donald Trump, concede 1ª entrevista coletiva desde a eleição (Foto: Reprodução)
O futuro presidente dos EUA, Donald Trump, concede 1ª entrevista coletiva desde a eleição (Foto: Reprodução)

Após um período de transição tumultuado, o índice de aprovação de Trump ficou mais de 20 pontos abaixo do que os de seus três predecessores mais recentes. Obama tomou posse em 2009 com 84% de aprovação, 67% aprovavam Bill Clinton no fim de dezembro de 1992 e 61% aprovavam a transição de George W. Bush logo antes de ele tomar posse, em janeiro de 2001.

Segundo a pesquisa, cerca de 53% dos americanos disseram que os comunicados e as ações de Trump desde o dia da eleição os deixaram menos confiantes em sua habilidade de conduzir a presidência. Os entrevistados se dividiram igualmente quando questionados se Trump vai ser um presidente bom ou ruim (48% para cada lado).

Apesar disso, muitos americanos continuam confiantes de que Trump vai cumprir muitas das promessas de campanha. A maioria disse que é provável que ele imponha tarifas às empresas que transferirem suas fábricas para o México (71%), renegociar o Nafta (61%) e criar empregos qualificados em áreas desafiadoras (61%).

Reação de Trump

Em sua conta no Twitter, Trump fez críticas à pesquisa, sem citar a CNN. “As mesmas pessoas que fizeram as falsas pesquisas eleitorais, e estavam tão erradas, estão agora fazendo pesquisas de taxa de aprovação. Eles estão sendo parciais como antes”, escreveu.

The same people who did the phony election polls, and were so wrong, are now doing approval rating polls. They are rigged just like before.

Tradução: As mesmas pessoas que fizeram as falsas pesquisas eleitorais, e estavam tão erradas, agora estão fazendo sondagens de aprovação. Eles são manipuladores como antes”.