Um mal dos nossos dias, depressão põe em risco carreiras jurídicas

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Foto: Inteenet

A depressão sempre existiu, mas, atualmente, vem se tornando mais comum. Primeiro, porque é exposta e discutida, Segundo, em razão das peculiaridades da vida contemporânea, na qual a estabilidade cedeu espaço para a incerteza na vida familiar e profissional. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), “mais de 300 milhões de pessoas vivem com depressão, um aumento de mais de 18% entre 2005 e 2015”.

É possível afirmar, sem aprofundamento científico, que a depressão pode ter origem física, podendo ser tratada com remédios, ou ter motivação psicológica, hipótese essa que exige o apoio de terceiros e, em muitos casos, tratamento com psiquiatra ou psicólogo.

No mundo do Direito, ela também se faz presente, desde os bancos acadêmicos até o mundo profissional no seu mais elevado nível.

A começar pelos estudantes de Direito que, além da perda de referências mais estáveis (por exemplo, religião), veem suas perspectivas profissionais sem grande ânimo. Os concursos tornaram-se extremamente difíceis, e a concorrência na advocacia tornou-se maior. Registra reportagem que o Brasil tem 1 milhão de advogados. Os dados são do cadastro nacional de profissionais mantido pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil[3].

Não é diferente em outras profissões jurídicas. Professores de faculdades privadas de Direito queixam-se de má remuneração. Nas mais conceituadas, onde os salários são melhores, reclamam da pressão pela publicação de artigos, financiamento para pesquisas e outros dados que elevam a pontuação da instituição junto à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Magistrados, agentes do Ministério Público, membros da advocacia pública e Defensorias queixam-se de trabalho excessivo e, por vezes, mesmo recebendo vencimentos acima da média, paradoxalmente deixam-se levar ao desânimo e à depressão.

Em todos os casos em que esse mal apareça, revelando seus sintomas, o primeiro passo a ser dado é não ignorá-lo. Os que dele sofrem devem exteriorizar suas preocupações com pessoas da família, colegas ou amigos em quem depositem absoluta confiança. Abrir-se, sem vergonha de aparentar fraqueza, é o primeiro passo.

Os que rodeiam os deprimidos devem, antes de mais nada, ouvi-los. Transmitir interesse em ajudá-los, aconselhá-los, discutir formas de solucionar o problema. Nos casos menos graves, uma voz amiga pode ser a solução.

 

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